quarta-feira, 28 de março de 2012

Eu nunca disse EU TE AMO por Jozê Peres



[ Esse texto foi escrito por uma grande amiga, a Jozê , na minha casa em uma madrugada filosófica regada a vinho. Como adoro ler o que ela escreve,  resolvi publicar].


Nunca disse " Eu te amo" 

3:50 a.m. Fim de noite na casa da amiga. Vinho, petiscos, cerveja. Mais tira-gostos. Devaneios regados a álcool, samba e muita conversa fiada. No alto dessa viagem ela diz: "não quero mais me apaixonar, quero amar".

[Minuto de reflexão]

Como assim "não quero mais me apaixonar"? 

Em primeiro lugar, essa frase nos dá a impressão de que cabe a nós a escolha da paixão ou não. Como se ela não simplesmente viesse e tirasse seu sono, sua razão e sua vontade de trabalhar. Em segundo lugar, essa frase nos dá a impressão de que cabe a nós a escolha de amar. Como se o amor não fosse um processo do qual a paixão é apenas uma etapa. Como se  o amor não fosse uma longa caminhada da qual a paixão é somente um pequeno passo.

E isso me faz pensar o que é o amor. E isso me faz lembrar que eu nunca disse "eu te amo".

À minha mãe? Sim, claro que disse. Assim como aos meus irmãos. E não carrego o amargor de não ter dito isso ao meu pai. Graças a Deus disse isso, sim, a ele, e não foi só nos últimos momentos (apesar de que não me arrependo de ter dito isso a ele na última vez em que nos vimos).

Não, nunca disse "eu te amo" a um homem. Não porque não quisesse, mas porque nunca senti.

Não, não sou insensível. Simplesmente acredito que o amor é muito mais do que sentir borboletas no estômago ou pensar 24 horas por dia no objeto do meu desejo.

O amor, pra mim, em primeiro lugar, é um sentimento bilateral.  Diferente da paixão, do meu ponto de vista, não existe amor de uma parte só da relação. Você não suspira diária e platonicamente pelo colega de trabalho e o ama, você se apaixona por ele. Mas amor, ah, isso demanda que ele te ame de volta.

Amor é convivência. E todos sabemos o que é a convivência. É conhecer todos os defeitos da pessoa e ainda assim querer continuar com ela. É morrer de raiva com aquela mania irritante e incostante do ser amado, mas aguentar com todas as suas forças, inclusive,  porque você sabe que ele também aguenta suas manias igualmente aterradoras (tipo cheirar o fio dental depois de usar - juro, não faço isso! Mas já tive notícias de quem o fizesse).

É uma necessidade inconsciente e recíproca. É passar a maior parte dos seus dias com essa pessoa e mesmo assim, naquela viagem em que você tem toda a liberdade e independência do mundo, lembrar dela às 3 horas de uma madrugada louca numa boite de Kuala Lumpur e saber que ela, se estiver acordada, onde quer que esteja, vai se lembrar também de você.

É um querer estar com ela mesmo depois da barriguinha de cerveja cultivada e dos cabelos brancos (ou ausentes) ao olhar no fundo dos olhos da pessoa amada e ver os sonhos que tinham no início, muito tempo atrás. Os sonhos que pretendiam realizar juntos, tanto os que foram realizados quanto os que ficaram pelo caminho, e acima de tudo os que ela deixou pra trás pra que os seus virassem realidade. 

É um sentimento construído. Não é algo que simplesmente se sente, e pronto. É algo que duas pessoas arquitetam ao longo do tempo, alternando carinho, paciência e compreensão, com base em experiências que começam numa ida ao cinema ou a um restaurante de que você não gosta, em um jantar meio desencontrado ou numa transa meio que sem jeito, mas que vai crescendo, e sem saber você descobre que aquela pessoa desengonçada, meio que sem querer querendo, é necesária à sua sobrevivência.

É um querer cuidar um do outro, sabendo que o outro vai cuidar de você, mas sem cobrar isso de volta por simplesmente saber que o outro também não vai  cobrar. É cuidar por amar, simples assim. 

É não conseguir imaginar como seria sua vida sem aquela pessoa, apesar de todas as adversidades e contratempos. É um não saber que caminho seguir sem olhar nos olhos da pessoa amada. É um saber inebriante e inconsequente de que sem aquele ser você próprio nem mesmo sabe quem é.

Se fosse diferente, não seria amor. E se for diferente, não quero amar.

Meu nome é Jôze. 27 anos. Capixaba. Libriana (como se isso importasse). Nunca disse "eu te amo" a um homem. Mas quando eu disser - não sei se vai ser pra sempre, não tenho tanta pretensão nem sou tão inocente assim - ah, mas uma coisa garanto: quando eu disser eu te amo, vai ser pra valer.





terça-feira, 27 de março de 2012

Amanhã Será Tomorrow


Amanhã Será Tomorrow


Já ouviu isso antes?
Esse é o título de uma música do Falcão, mas não é aquele do O RAPPA não, esse é aquele do breganejo mesmo, que cantava  
"Aí, minha mãe , minha mãe é a mulher do meu pai... (repete até enjoar)"
Com um girassol preso num palitó todo xadrez. Uma figura!

Mas veja que curioso, o cara que teoricamente só tinha música brega deu esse título na minha opinião genial a uma de suas músicas, o título inclusive é citado diversas vezes por autores renomados, como mensagem de esperança para momentos difíceis. E não é que ele estava certo?! quantas vezes a gente pira o cabeção com problemas do cotidiano e perde o tempo precioso da vida com tantas bobagens. Eu mesma por diversas vezes já me peguei triste sem nem saber o motivo!
Acredita nisso ? Triste sem ter um motivo, e bate uma carência a gente fica num xororô,( as mulheres ainda tem a desculpa da tpm, os hormônios e tal ), mas quantos homens não vivem a angústia e o conflito interno consigo mesmo, e depois de tanta tristeza já tá ali num canto rindo de tudo outra vez.
Temos a emoção a flor da pele, temos a capacidade do pensamento e da superação e mesmo assim somos presos a ilusões e sofremos com problemas que a nossa própria mente nos causa.


Somos muito mais complexos do que personagens. Somos indivíduos, com toda a complexidade que isso implica... Cheio de incoerências, de contradições, de buracos negros, de supernovas.

Mas deixa essa tristeza pra lá, pois como o bom e velho Falcão mesmo disse na sua famosa música:


Se fosse fácil como realmente é
Se fosse perto todo mundo ia
Se grito resolvesse, porco não morria
É preciso que tudo mude pra que tudo continue igual
Pra que a sua parte seja igual a nossa
Pois se ferradura desse sorte, burro não puxava carroça
Oh baby desce desse pau senão tu morre!
Absolutamente, tudo é relativo
O que se ve e o que não existe
O que pra mim é moderno, pra você pode ser chique
E qualquer um pode ser vencedor
Desde que não haja nenhum concorrente
Pois se ficar calado qualquer imbecil passa por inteligente
Oh baby desce desse pau senão tu morre!

( Amanhã vai ser Tomorrow- Falcão)

Desabafo com a Maria

Ah...
Hoje eu quebrei o meu despertador logo pela manhã
Tocou atrasado e eu quase perdi o horário da van
Agora você vê como são as coisas, Maria José
Se der

Se der
pra você me emprestar aquele seu vestido azul cor de mar
E se não servir vou tentar perder um quilo e meio até lá
Semana que vem é o tal casamento e eu não tenho o que usar
Se der

Ah...
E falando nisso homem bom hoje em dia tá ruim de arranjar
Aquele que eu tinha eu peguei com outra, mandei ele andar
Malandro e folgado comigo não dura mais nem um luar
Tá rindo, é?

Ah...
vamos dando risada que a vida nos chama não dá pra chorar
A minha oração é bem curta pro santo não entediar
E vamos que vamos... e vamos que vamos

Ah...
vamos dando risada que a vida nos chama não dá pra chorar
A minha oração é bem curta pra não entediar
E vamos que vamos... e vamos que vamos que dá

Ah...
Recebi um torpedo da telefonia no meu celular
prometendo desconto as três da manha se eu puder falar
Mas de madrugada quem vai me atender? Quem vai me ligar?
Eu hein?

Tchau!
Fique tranquila que o vestido eu cuido não deixo sujar
Quem sabe eu te ligue pra poder a tarifa a gente aproveitar
ou quem sabe eu arraje até alguém novo pra mim namorar
Ta rindo, é?

Ah...
vamos dando risada que a vida nos chama não dá pra chorar
A minha oração é bem curta pro santo não entediar
E vamos que vamos... e vamos que vamos

Ah...
E vamos que vamos... e vamos que vamos que dá
E vamos que dá...
E vamos que dá...

Longe Assim

" Alguém disse que a maior viajem, é a distância que separa duas pessoas que se gostam ..."

Estar longe é não acordar com o seu bom dia
È não poder te agarrar, apertar e beijar antes de escovar os dentes.
É não ouvir juntinho a mesma melodia,
Estar longe é não ter você me abraçando com o cabelo molhado, pingando água, e cheio de gel.
É não ter o seu cheirinho e ficar escrevendo o seu nome num papel.


Ficar longe é não ter com quem falar, ou até mesmo implicar.
Estar longe é ver as pessoas e saber que juntos nos podemos muito mais,
É uma sina que não tem jeito de mudar,
Estar longe é ver o livro na escrivaninha, a foto na parede, e pensar somente em ti,

É viver na angústia de ver você voltar.

Estar longe, é muito longe.....longe demais pra ficar bem sem você,
Agora o mais longe de tudo, é ter que deixar você ir e nunca mais te ver.
É não lembrar mais do seu rosto ao amanhecer.


[ Feito longe dele e pra ele D.C.]

Eu Nunca Quis Um Amor Perfeito



Ainda que fosse só a boa conversa, a química eletrizante, o sexo livre. Ainda que fosse só a atração física, a admiração das ideias ou os beijos encaixados.Você já me valeria a pena.Mas não é. Tem isso e ainda todo o resto. Escuto as pessoas se queixarem repetidamente que o amor completo anda escasso no mercado. Encontra-se, às vezes, só a beleza, a afinidade ou o sexo inesgotável. Falta o resto. Ou ainda, a paciência, o companheirismo, o aconchego. Mas a incompletude, ainda sim, reina. E os pessimistas, dizem que não é possível achar alguém do jeitinho que você quer. Alguém que te complete, que te baste, que te encante repetidamente. Eu, insisto no contrário. Porque amores incompletos, não saciam a fome. É como uma dieta só de proteína – você se sustenta por um tempo, se engana, inventa que o buraco no estômago está saciado – bebe água, fuma um cigarro. Mas, a falta de carboidrato, cedo ou tarde, pega. E você volta pro início.Eu nunca quis um amor perfeito.Sempre quis mesmo foi um amor cheio de erros, que vão sendo alinhados durante o caminho. Porque se tudo já começa certo, não vive-se o prazer da vitória.Sempre quis um amor quentinho, daqueles de aconchego no fim de tarde, de colo depois de um dia de cão, de beijo no nariz ao acordar.Sempre quis um amor livre – sem a ideia desajustada que um pertence ao outro. Com menos regras ditadas – e mais pontos de vista ouvidos.Sempre quis alguém com o qual pudesse fazer sexo sem regras – em nome das descobertas. Porque sexo bom de verdade, é aquele com instinto e sem razão.S

empSempre quis um amor com respeito. Não daquele tipo das “moças de respeito” que Sempre quis um amor com respeito. Não daquele tipo das “moças de respeito” que querem seu patrimônio corporal preservado. Sempre quis aquele respeito que te permite ver o outro como um outro ser – cheio de vontades e desejos. Respeito é aceitar que o outro é diferente de você.Sempre quis um amor que me fizesse crescer. Por que o essencial, faculdade nenhuma ensina. O essencial aprende-se na troca de ideias, no debate, nos pontos de vista trocados.Sempre quis um amor que me valorizasse. Não somente pelas coisas cotidianas, mas principalmente pelas qualidades que poucos enxergam.Sempre quis um amor que me enxergasse. Mas não que enxergasse somente as coisas óbvias – porque, de obviedades, a vida está cheia. Sempre quis alguém que me enxergasse lá no fundo – e, ainda, sim, gostasse de mim.

Sempre quis alguém que quisesse ouvir verdades – e falar, também, na mesma proporção. Porque meias-verdades não interessam. Difícil mesmo é achar alguém que esteja pronto pra ouvir até o mais pesado, até o mais doído e retribuir na mesma moeda.Sempre quis alguém que me achasse gostosa – mas que entendesse que gostosura, mora mesmo nas entrelinhas.Sempre quis um amor que me mostrasse caminhos – invés de impor trajetórias.Sempre quis um amor que não me reprimisse – pelo contrário, que me provocasse para que eu conseguisse mostrar o que vive escondido lá no fundo.Sempre quis um amor que sonhasse.  E que corresse atrás dos sonhos comigo. Não por imposição, mas por vontade de seguir a mesma trilha.
Sempre quis alguém que não tivesse jeito pra joguinhos. Porque deles, eu já me desencantei na adolescência.Sempre quis alguém que me ganhasse nos detalhes. Alguém ao qual eu não conseguiria resistir. Alguém que trouxesse brilho pros meus olhos a cada nova atitude, a cada nova ideia a cada novo sorriso.Sempre quis alguém pra ficar junto – alguém que entendesse que pra estar junto não é preciso estar perto o tempo todo, mas sim do lado de dentro. Por que a proximidade física nem sempre completa tanto quanto a do coração.E não sei se foi por insistência ou merecimento – mas esse amor veio antes do esperado, contrariando os que diriam que amor completo é coisa rara. E hoje, entendo, que o amor bom é o amor livre – que se recicla todos os dias como energia renovável. O quanto vai durar – não sei. Prefiro a provisoriedade completa, do que a permeabilidade vazia.

O brinco dela, etc e tal...

Ela esqueceu os brincos aqui em casa. Duas argolas.

Talvez fosse a tensão da nossa primeira noite. A eletricidade sexual que causa arrepios na pele também leva o cérebro a curto-circuito. 

Quando se apercebeu, já estava longe, e sem o par de argolas. 
Eu encontrei os brincos no tapete do quarto, enquanto recolhia minhas roupas do chão.Doze dias depois, na tarde modorrenta daquele domingo, liguei para a dona das argolas
.— Encontrei seus brincos.
— Puxa, achei que nunca mais os veria. Me custaram os olhos da cara.
— Passa aqui em casa para eu devolver.

Ela era uma mulher nascida para o sexo. Despida das roupas e do pudor, beijava minha boca fervorosamente. Para mim, ela era uma espécie de religião.Trepamos até não sabermos mais de quem era qual mão, qual braço, qual pé. Mas havia algo além disso.Foi a primeira vez que pensei em esquecer minhas outras mulheres.Foi a primeira vez que pensei em casamento.
Naquela noite de domingo, novamente encontrei brincos no chão. Um par de corações feitos de opala. Foi então que tive uma epifania:
— Estamos brincando de João e Maria.

(Ela deixava migalhas em forma de brincos no chão para encontrar o caminho de volta. Mas nessa nossa versão particular e luxuriosa da história, um devoraria o outro. Sem carochinha)

Quinze dias se passaram, tempo suficiente para minha Maria imaginar que eu pudesse não ligar mais. No jogo da sedução, o suspense é uma arma – o frio na barriga instiga ainda mais o quente do sangue.
Saí com outras duas mulheres – uma delas, a morena índia esculpida e talhada à luxúria que trabalha no escritório em frente ao meu. Ia sair com uma terceira, mas minha Maria ligou.— 

Acho que esqueci meus brincos na sua casa. Que cabeça a minha… Posso passar aí para apanhá-los?

Ela passou.A noite passou.A manhã passou.Nós não passamos. Ficamos ali, na cama de lençol amarrotado por um dia inteiro, remoendo um desejo sem fim. Saíamos apenas para ir ao banheiro e á cozinha comer qualquer coisa, e logo voltávamos para o colchão.No dia seguinte, meus pés pisaram duas plumas. Doeu a tarraxa fincando na sola. Era um novo par de brincos.***

— Oi. O que vai fazer hoje?
— Nada.
— Vem aqui em casa? 

...Ela chegou com fome, com fúria. Me apertava ainda no hall do prédio. Mordia. Machucava. Marcava. Cravava as unhas nas minhas costas. No quarto, berrava palavrões, me xingava de puto, me dava tapas. Mesmo esgotado, eu a desejava com cada fibra de músculo do meu corpo. Corpo este marcado pelas unhas de Maria, que me rasgara a carne e me roubara a alma.Estávamos exaustos, mas nunca saciados. 
Aquela mulher deitada ao meu lado e divertindo-se com nossos corpos cansados haveria de ser minha.

— Estive pensando...
.— Em quê? – ela perguntou, fechando sua pequena mão na minha
— Nisso. Em como nossas mãos se encaixam.
— Bobo. A gente se encaixa em tudo
.— Casa comigo?Ela sorriu um sorriso redondo. Disse “sim” com um beijo.O primeiro beijo como minha futura mulher.
O último também...
Quando entreguei o par de brincos de plumas a ela, Maria fechou a cara, apenas disse “não são meus” e bateu a porta na saída. Nunca mais retornou. Deve ter perdido o caminho de volta.

Tudo planejado !


O encontro estava marcado para às 20h no apartamento dele.
Ela colocou sua melhor roupa, seu vestido com decote favorito, seu melhor e mais doce perfume , e como sempre não chegaria atrasada. Tudo tinha que ser perfeito para aquele momento e nada poderia atrapalhar.
Os dois não se viam há mais de um ano. Antes disso, se amavam feito loucos e, nesse meio tempo, a saudade sempre os acompanhou. Como seria agora, eles não faziam a menor idéia.

Depois de 40 minutos que saiu de casa, exatamente às 19h58, ela tocou a campainha do apartamento número 804. Ele abriu a porta e fez perceber que continuava do mesmo jeito, apesar da tinta no cabelo dela. Ainda era o tipo de mulher ideal para ele.
Cumprimentaram-se.
Ela usava um vestido vermelho, com detalhes brancos. Ele nunca tinha a visto de vestido, daquele jeito e com aquela elegância. Com toda certeza ela também esperava bastante daquela noite.

Por um instante, no começo da conversa, sentiram o estrago que a distância e o tempo fizeram com os dois. Faltava assunto, faltavam palavras, sobrava timidez.
Nada que 15 minutos de conversa, espera e ansiedade não resolvesse. Entregaram-se àquela que havia sido a paixão mais arrebatadora de suas vidas.
Desde que haviam se reencontrado, 15 minutos bastaram para que a timidez estivesse no chão. Desde que começaram a se beijar, 10 minutos bastaram para que estivesse no chão o vestido vermelho, a blusa verde e qualquer outra vestimenta que usavam.

Mesmo tendo se amado tanto, por tanto tempo, aquela era a primeira vez que deitavam-se juntos. O calor do momento não permitia que nada do passado viesse a tona. Não permitia que vissem, ouvissem e sentissem nada a não ser aquele momento único de prazer que era proporcionado por suas antigas paixões.

Algum tempo depois, eles riam. Riam por tudo e por nada. Riam por não fumarem, riam da janela entreaberta, riam da camiseta que acabara de ser vestida ao contrário. Riam do que tinham acabado de fazer. Estavam felizes e satisfeitos.
Terminou de se vestir. Despediu-se dando um último beijo, dessa vez no rosto dele,( como se ela não amasse ele) e saiu do apartamento.
Saiu para nunca mais voltar. Os dois sabiam que dali por diante nunca mais se veriam e, se por um acaso do destino ainda se encontrassem novamente, nunca fariam o que tinham feito.

O amor e a paixão que uniram os dois há tanto tempo já estavam mortos e enterrados há quase um ano.
Saiu do apartamento e sorriu.

Olhou no relógio e começou a correr. Estava com pressa. Ainda tinha que passar em casa e tomar um belo banho antes de se encontrar com seu namorado, às 23h no outro lado da cidade.

Um CAFÉ e um AMOR .Quentes , por favor !




Foi assim que ela disse sorrindo e brincando com o garçon a ultima vez que eu a vi.
Ah , como ela estava bonita, e arrumada e cheirosa e elegante e ....e eu me enchi todo pensando que era pra mim, e não era .Que merda !
Merda mesmo! Era pra outro!

O que mais me preocupa, aliás preocupou e me deixou de cabelos em pé é saber que o primeiro cara boa pinta e inteligente que chegar ali levar.
Nãooo , não é ísso. Deixa eu explicar: Ela não  é fácil não,  que isso!
ela é sedutora , e tem um olhar que parece neutralizar e intimar os homens. Ela chama atenção quando bem quer e acredite meu caro de quem ela quer!
Tem um jeito mulherão de ser ,  de andar, de se comportar ,principalmente pelas roupas e o salto alto que usa, e um detalhe interessante:sempre de sapato fechado e vermelho (aquele vermelho provocador , que a gente olha e fica imaginando torcendo pra que a calcinha também seja assim).
Mas ela também tem um charme, uma dócil meio de menina, daquelas que quando sorri aparece aquela covinha da buchecha  e quando fica com vergonha fica vermelha.Ah qual homem que não acha isso lindo me diz ?

Quando nos conhecemos eu me lembro de que fazia tudo por ela, me sentia completo em todos os sentidos , fazíamos coisas interessantes todos os dias.Isso mesmo todo o dia , e eu não me cansava da companhia dela e adorava ver ela se arrumando pra sair. Bem vestida, toda empinadinha , peitão sempre maquiada parecia uma boneca barbie. Eh eu sou mesmo meio tarado também a filha da mãe é gostosa, e o nosso sexo era dos melhores! Era um negócio louco onde um fazia as vontades um do outro e ah nem vou me lembrar disso por que se não o cara lá de baixo começa a se animar e aqui não dá né! Puta vergonha!

Eu tinha orgulho de sair de mãos dadas com ela, me sentia o gostosão, passei a me cuidar mais  até meu físico melhorou , parece que eu voltei aos 20 anos.Eu gostei muito e acredito que amei ela , do meu jeito esquisito mas amei , mas como era de se prever eu acabei rompendo. Ela sofreu um bocado e perguntava o que tinha feito de errado! Coitada ela não fez nada o problema era comigo.
Acho que eu queria comer outra mulher e outra e mais outra .... rs

O namoro acabou mas ficou uma boa amizade , gosto muito dela e não sinto mais nada eu acho, mas hoje quando eu a vi bateu aquele momento nostalgia , eu ali sentado esperando a menina que eu conheci no par perfeito chegar ( par perfeito, acredite não eu não sou uma pessoa problemática e nem um pouco frustrado e nem quero namorar , até coloquei no meu perfil que só quero pegação, mas a mulherada parece que não entende , poha !).
Ela (a do par perfeito) se veste meio mal mas até que é bonitinha, o sexo é bacana, pena que tem muita frescura mas é uma boa pessoa.


Mas você tava mesmo querendo saber dela né? ( a primeira)


Ah com certeza ela deve estar com alguém, passou por mim e nem sorriu.Não deve ter me visto, mas hoje olhando ela bem que me deu vontade de sentar lá e puxar papo sei lá , a cafeteria tá vazia mas ela deve estar esperando o outro chegar, e acho que já pensei demais...


Garçon!


- Eu quero um café e .........


( minuto de reflexão) 


-Um amor...


Ahh e quentes por favor ! 

segunda-feira, 26 de março de 2012

A história do Café

Aos amantes do Suco preto e amargo.


Você sabe como surgiu o hábito de beber café?


A história do café começou no século IX. O café é originário das terras altas da Etiópia(possivelmente com culturas no Sudão e Quênia) e difundiu-se para o mundo através do Egito e da Europa.
Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que seus carneiros ficavam mais espertos ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.

Parece que as tribos africanas, que conheciam o café desde a Antiguidade, moíam seus grãos e faziam uma pasta utilizada para alimentar aos animais e aumentar as forças dos guerreiros. Seu cultivo se estendeu primeiro na Arábia,introduzido provavelmente por prisioneiros de guerra, onde se popularizou aproveitando a lei seca por parte do Islã. O Iêmen foi um centro de cultivo importante, de onde se propagou pelo resto do Mundo Árabe.
O conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se e no século XVI o café era utilizado no oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia.
Na Arábia, a infusão do café recebeu o nome de kahwah ou cahue .Enquanto na língua turco otomana era conhecido como kahve, cujo significado original também era "vinho". A classificação Coffea arabica foi dada pelo naturalista Lineu.
O café no entanto teve inimigos mesmo entre os árabes, que consideravam suas propriedades contrárias às leis do profeta Maomé. No entanto, logo o café venceu essas resistências e até os doutores maometanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época.
Em 1475 surge em Constantinopla a primeira loja de café, produto que para se espalhar pelo mundo se beneficiou, primeiro, da expansão doIslamismo e, em uma segunda fase, do desenvolvimento dos negócios proporcionado pelos descobrimentos
or volta de 1570, o café foi introduzido em VenezaItália, mas a bebida, considerada maometana, era proibida aos cristãos e somente foi liberada após o papa Clemente VIIIprovar o café.
Na Inglaterra, em 1652, foi aberta a primeira casa de café da Europa ocidental, seguindo-se a Itália dois anos depois. Em 1672 cabe a Paris inaugurar a sua primeira casa de café. Foi precisamente na França que, pela primeira vez, se adicionou açúcar ao café, o que aconteceu durante o reinado de Luís XIV, a quem haviam oferecido um cafeeiro em 1713.
Na sua peregrinação pelo mundo o café chegou a Java, alcançando posteriormente osPaíses Baixos e, graças ao dinamismo do comércio marítimo holandês executado pelaCompanhia das Índias Ocidentais, o café foi introduzido no Novo Mundo, espalhando-se nasGuianasMartinicaSão DomingosPorto Rico e CubaGabriel Mathien de Clieu, oficial francês, foi quem trouxe para a América os primeiros grãos.

E no Brasil ?
Em 1727, o sargento-mor Francisco de Melo Palheta, a pedido do governador do Estado do Grão-Pará, lançou-se numa missão para conseguir mudas de café, produto que já tinha grande valor comercial. Para isso, fez uma viagem à Guiana Francesa e lá se aproximou da esposa do governador da capital Caiena. Conquistada sua confiança, conseguiu dela uma muda de café-arábico, que foi trazida clandestinamente para o Brasil.
Das primeiras plantações na Região Norte, mais especificamente em Belém, as mudas foram usadas para plantios no Maranhão e na Bahia, na Região Nordeste.
As condições climáticas não eram as melhores nessa primeira escolha e, entre 1800 e 1850, tentou-se o cultivo noutras regiões: o desembargador João Alberto Castelo Branco trouxe mudas do Pará para a Região Sudeste e as cultivou no Rio de Janeiro, depois São Paulo e Minas Gerais, locais onde o sucesso foi total. O negócio do café começou, assim, a desenvolver-se de tal forma que se tornou a mais importante fonte de receitas do Brasil e de divisas externas durante muitas décadas a partir da década de 1850


Fonte: Wikipédia